Pinga a torneira na noite vazia
E a vendo, não consigo pensar em mais nada
Estou entorpecida pela noite enluarada
Que tem como companhia o vento gélido dos alpes
Exausta com as marés da vida
Chorosa por não conseguir o que quer
Rancorosa por vender quadros
que jamais foram usados como sentimentos concretos
me sinto como pintor sem o pincel
me sinto como um avião de papel
Frágil, que tenta alçar voô,
em uma tempestade sem fim
A noite cai lá fora e adentra
involutariamente pelos lares exaustivos
de trabalho, amor e dor
O relógio compassa as horas, transformando o tempo,
no fundo musical de nossas vidas
A sinfonia vai parando de tocar
Os cachorrors da rua, um por um começam a se calar
E eu fico aqui
Sentindo falta até mesmo...
De mim...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário