Um copo vazio sobre a mesa
Dois corpos, um em cada extremidade
Duas almas que se encaram em silêncio
Contemplam o lamento da vida em seus olhos
E o copo no centro continua vazio
As almas de ambos continuam vazias
Sobre a mesa o copo vazio
Sobre a mesa, duas almas de dois amantes
Amargurados
Recisivos
Inaptos para saber o que é realmente amar
PAIXÃO
Isso é o que eles ja sentiam
Amor naum
A tal ponto estava essa dor, pelo modo em que olhavam um para o outro
As pessoas ao redor se sentiram ameaçadas
E uma a uma foram se retirando
O garçom chega ao local e perguntam o que querem
O homem olha furtivamente ao garçom e pede apenas outro copo vazio
O transe poético e flamejante entre os dois
Era tão intenso e tão profundo que o garçom se retirou sem nada contenstar e pouco tempo depois deixou o copo e saiu de vez
Poemas, versos e canções, pra que tudo aquilo se nada podia ser dito naquela mesa e agora com dois copos vazios q sarcasticamente representava eles dois
Como eles foram parar ali?
Só sabiam que suas almas estavam vazias
Que os copos estavam vazios e que a paixao dos dois amantes naum conseguia se contrapor ao sofrimento de ambos
O que fazer agora?
Ela foi a primeira
E com um choro compulgido de dor chorou
Mais só algumas poucas lágrimas ousaram realmente a descer
Ele ríspido com suas mão vazias queria enxugar aquelas lagrimas q caiam em sua pele macia mais sua frieza naum permitiu mover nenhum músculo
Ela chorou
Pediu clemencia
Se retirou...
Deixou algumas notas sobre a mesa e partiu
Ele fez o mesmo
A noite lá fora estava linda e estrelada
Eram os dois
Sozinhos ali naquele jardim de um restaurante que naum eram deles
Contemplando flores que naum eram deles
E se viam contemplando enfim uma vida e um coração que tambêm naum perteciam a eles
Tocou em seu ombro suavemente
Ela fechou os olhos e sentiu a alma dela responder
já naum estava mais vazia
Ele respirou em sua nuca
E induziu com os seus gestos que queria algo a mais...
Ela retraiu
Perguntou subitamente porém com voz ociosa
Séra que mudamos?
Ele rebateu:
Ou será que sofremos por não querermos ser mudados?
A sorte estava lançada, ela começou a perguntar aquilo que sentia em seu coração...
Te constranjo?
Claro que não...
Te atrapalho?
Ás vezes...
Me amas?
Não...
É da boca pra fora?
Talvez...
Sente algo por mim?
Não sei... Pq me interrogas?
Sem mais perguntas...
Pq me interrogas?
Sem mais perguntas...
Ela olhou as estrelas mais uma vez, ajeitou seus cabelos pois a leve brisa o bagunçara...
Subiu para o seu quarto
Ele a seguiu
Sem contestar ela foi em silêncio e sem tocar na alma que estava a sua frente...
Com o ar triste e cansado, ela foi para a sacada admnirar as estrelas
Estava com sua roupa predileta
Um vestido preto, sem grandes prentesões ou decotes...
Ficou olhando as estrelas, curtindo a brisa que a acariciava
Quando ele novamente a tocou
Ela baixou a cabeça e simplesmente deixou acontecer
Ele caminhava com suas mãos escorregadias pelo seu corpo, a aquecia internamente e externamente...
Nada dizia, só supirava em seus ouvidos e nuca, e de uma maneira impressionante a possuia
Começou a desabo toar, um a um os botões de seu vestido
Ela não conseguia contestar
O céu estava lindo demais...
Olhava para o céu, sentia seu corpo suplicar por mais daquelas sensações que só ele dava
Só ele dava...
Era a passividade da loucura aquilo que estavam fazendo
Mas era bom...
E tudo que ocorrera no salão do restaurante...
E as repsostas que haviam entristecido em parte seu coração?
Não dava mais pra pensar...
Quase não conseguia ver mais as estrelas, pois precisava fechar os olhos, para sentir toda a ômega de prazer que ali se apresentava...
Era toques tranquilos
friamente calculados
Mas precismaente vorazes...
E somente a lua e as estrelas do céu como testemunha
O copo, a alma e os amantes...
Se encheram...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
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