quinta-feira, 15 de abril de 2010

O holofote que iluminava meu monólogo caiu... Como o discurso estava chato, ninguém pagou para consertar.
Foram saindo um a um... E antes, o que era um público cheio de pessoas e expectativas, se tornou uma unica penumbra onde eu estava inserida.
Abaixei a cabeça, tentei olhar para os meus pés, que supostamente, foram o que me levaram até ali.
Aonde eu falhei?
Meus discursos não fizeram ninguém soltar um riso, ou lembrar de um grande amor, relembrar uma boa amizade, refletir sobre si mesmo...
O problema todo que aquele palco, é a minha vida.
Meu coração batendo ali compassado, no momento era o único barulho daquela sinistra escuridão.
Agora,sentada com os meus joelhos abraçados, começo a murmurar uma canção, parecendo borbulhas, bem desconexo, bem vazio, são apenas barulhinhos ritmados...
Precio fazer alguma coisa, eu sei que não podemos nos apresentar para os outros, mas onde fica a arte, se não tiver uma funão ou não lhe for admirada?
As cortinas estavam prestes a ser fechadas por mim, mas, quando me levanto, uma súbita sensação de de leveza e