terça-feira, 16 de junho de 2009

Dois amantes, sentados no telhado da vida, olhando para o nada do horizente, repsirando fundo, sendo tocados apenas por uma das mãos...
A mulher, de cabeça baixa, esboça um sorriso perdido, porém, o mais sincero que ela já havia dado até ali.
Retirou a mão, que o tal homem segurava, ficou de pé, olhou para baixo, "nossa como é alto" ela pensou...
Eles não podiam descer pelas escadas como todo mundo , com o medo de serem descobertos e tudo acabasse em grande horror...
O homem ainda se mantinha sentado, porém agora, movia os seus joelhos, e balbuciava uma canção...
"Manipulando a vida , percebi que certas peças não se mexem, simplsmente não saem do lugar, e nessas , simplesmente, tenho que dar a volta, ou pior, destruí-las..."
A mulher não soube o porque , mas as lagrimas começaram a descer erroneamente...
Uma brisa começou a toca-la no rosto, envolvendo - a e fazendo com que ela se agachasse, voltando a posição inicial...
Ele a abraçou
Num gemido desprendido de dor ela começou a soluçar em demasia , perdendo o controle total de suas lágrimas, desfigurando-a de seu rosto meigo e angelical, dando a ela uma face de agonia e de pranto...
O homem, parecendo indiferente a tudo, continuava a cantar a mesma canção, a única diferença que ele afagava seus cabelos...
Ficaram muito tempo assim
Ele cantarolando...
Ela chorando...,
E ambos sentindo a leve brisa que o aninhavam um ao outro
As lágrimas dela começaram a ficar espaçadas...
A música dele perdendo a potência
Olharam-se
E como gesto de intimidade e cumplicidade abriram os braços sincronizadamente, e começaram a espelhar o movimento um do outro...
Lentamente, devagar, um foi se apoderando do outro...
Como acontecia quando estavam juntos...
Os movimentos ficavam cada vez mas intimos e intensos...
Chegaram ao coração...
Atéh que o olhar dele a ela a machucou
Será que era realmente a hora de ir?
O abismo de volta a vida estava logo mais a frente
As escadarias da monotonia passivamente normal, e escandalosamente vergonhosa, estavam atrás deles...
Mas nenhum dos dois gostaria de sair dali
Nenhum dos dois queriam voltar...
Não importava o caminho...
Enquanto não encontravam uma reposta...
Espelhavam-se admiração um pelo outro...
Admiração...

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